quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ampliando redes: parcerias entre REJU e FUMEC




No dia 27 de agosto de 2011, sábado, no Mutirão Ecumênico: unidos em Cristo no cuidado com a criação, em São Leopoldo, encontraram-se organizações de juventude ecumênicas com o objetivo de estabelecer parcerias para as atividades realizadas no Brasil. As responsáveis pela convocatória foram: a Rede Ecumênica da Juventude (REJU) e a Federação Universal de Movimentos Estudantes Cristãs(ãos) (FUMEC). Como representações: Marcelo Leites (FUMEC), Edoarda Scherer (REJU-SUL), Daniel Souza (REJU-Nacional), Darli Alves (CLAI), Daniele Peter (CAPA/IECLB), Helivete Ribeiro (MEET), Josemar Alves (CEBI-RS), Jaime Ruthmann (FLD-IECLB) e Pamela Melbratz (EST-IECLB).
Neste encontro, especificamente, buscou-se a ampliação de articulações da FUMEC no Brasil e também a ampliação de mobilizações da REJU na América Latina. Como encaminhamentos, firmamos duas parcerias: 1) A escolha da Pastoral Universitária Ecumênica (PASUNE), parte da REJU-SUL, como representante da Rede Ecumênica da Juventude na articulação junto à FUMEC, trabalhando como uma organização importante para o alargamento dos trabalhos do movimento de estudantes cristãs(ãos); 2) Parceria inicial entre FUMEC, CLAI, REJU e FLD na organização da juventude ecumênica do Brasil e América Latina rumo ao Rio +20 (2012), tendo como horizonte a realização de uma conferência juvenil no marco da Conferência dos Povos.
Este encontro retoma as conversas iniciadas entre a juventude brasileira e a juventude de outros países latino-americanos na 4ª Jornada Ecumênica, realizada em novembro de 2010. A intenção é procurar a integração de nossa “Afro-ameríndia”, com fortalecimento, ampliação de redes e trabalhos comuns na construção de uma casa realmente habitável para todas (os).

Daniel Souza
Facilitador Nacional - REJU

 Articulação REJU e FUMEC: Juventude latino-americana somando forças


No dia 28 de agosto de 2011, em São Leopoldo, com a motivação, entusiasmados, pelo Mutirão Ecumênico, jovens integrantes da REJU (Rede Ecumênica da Juventude) e FUMEC (Federação Universal de Movimentos Estudantis Cristãos) pautaram os primeiros passos de revitalização do MEET (Movimento Ecumênico de Estudantes de Teologia).
Participaram do momento: André Kosloski; (EST); Célio Trindade (EST); Edoarda Sopelsa Scherer (REJU Sul e PASUNE – Pastoral Universitária Ecumênica); Gustavo Trapp (PASUNE); Ioseph Ioaqhuim Romero (Universidad Pedagógica Nacional de Colômbia); Helivete Ribeiro Bezena (FUMEC); Josemar Alves (CEBI/RS); Johana Marcela González Guerrero (Universidad Pedagogica Nacional Bogotá), Karla Lobos (Faculdade Facultad de Derecho Salamanca - Portugal); Paula Frein (EST).
Durante a conversa foram discutidas possíveis articulações entre a FUMEC e a REJU através de contatos e espaços acadêmicos já articulados, interessados pela proposta de somar forças e parcerias no âmbito acadêmico e estudantil, através dos representantes citados.
O conhecimento necessita de um sentido. Caso contrário, de nada vale. Assim, nos identificamos em atuar pela promoção da dignidade da pessoa e toda forma de vida. Como construtores do saber, muito mais do que a formação técnica nos dispomos ao cuidado de nossa Casa  Comum.
Edoarda S. Scherer
 Facilitadora REJU Sul

Mutirão Ecumênico: a UNIDADE possível


CARTA DO MUTIRÃO ECUMÊNICO – SULÃO VI

Nós, cristãos e cristãs, que professamos a fé, nas diferentes formas do Cristianismo - católica romana, luterana, anglicana, presbiteriana, batista, metodista -, e buscamos a unidade na diversidade, nos encontramos para celebrar o nosso caminhar. Aconchegados no calor do encontro e com grande alegria, estivemos reunidos, nos dias 26 a 28 de agosto de 2011, na cidade de São Leopoldo no Rio Grande do Sul, Brasil, no Mutirão Ecumênico - Sulão VI.


 Viemos de muitos cantos e recantos deste nosso imenso continente, desde São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Uruguai, Argentina, Cuba, Colômbia e de terras mais longínquas, Moçambique, África. Éramos 210 agentes ecumênicos, acolhidos e acolhidas com alegria em terras sul-riograndense.
Tivemos momentos para celebrar e conviver, trocar experiências e aprofundar a compreensão do ecumenismo. Damo-nos conta de que somos muitos na caminhada ecumênica. Como agentes do ecumenismo nos animamos a continuar a caminhada, dentro e fora do espaço eclesial. Fortalecidos/as e confirmados/as pela Palavra de Deus nas celebrações, contando com as luzes e a força do Espírito Santo, deixamos nos questionar pelos problemas e situações que ameaçam a vida em todas as suas manifestações. Com esperança, como filhas e filhos de Deus, assumimos posturas e ações concretas em defesa da vida.

No encontro tivemos momentos marcantes

1.         Aprofundamento da história do movimento ecumênico mundial, dos desafios e perspectivas da ecologia, do compromisso com as questões ecológicas e as implicações derivadas de uma ética social ecumênica.

2.         Aproximamo-nos e conhecemos experiências concretas partilhadas e construídas em parceria e Mutirão: o Movimento Indígena, a Agroecologia,  os Quilombolas, o Movimento dos Focolores, a Rede Ecumênica da Juventude (REJU), a Federação Universal dos Movimentos Estudantis Cristãos (FUMEC), Pastoral da Ecologia, a ONG Trilha Cidadã, a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), o Movimento de Catadores, o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI).


3.         A REJU e a FUMEC promoveram reuniões com a juventude presente, traçando metas de mobilização e articulação.

Das reflexões e ponderações feitas pelos palestrantes e pelas intervenções do plenário, feitas pelos participantes, concluímos que muitas ações são necessárias para se criar um mundo com novas relações, com posturas éticas e comprometidas com a justiça social, sustentabilidade e defesa da vida.


Ao final do encontro, nos comprometemos a

1.         Construir espaços locais e regionais de encontro ecumênico, com o objetivo de formar e envolver novos agentes ecumênicos;

2.         Fortalecer ações comuns, através da convivência e da celebração, incentivando a participação da juventude;

3.         Aprofundar temas como: saúde, meio ambiente e alternativas ecológicas, provocando um maior envolvimento das Igrejas no âmbito social de projetos e ações;

4.         Ampliar a articulação da REJU Sul, divulgando as mobilizações e se articulando para a Rio +20 (Conferência da ONU) e a Conferência dos Povos, que ocorrerá no Rio de Janeiro, em junho de 2012, com ações e espaços de encontro e de estudo;

5.         Inserir-se nos movimentos de mobilização, articulação e reivindicação social frente às questões ecológicas, sociais e econômicas, sendo uma voz profética na defesa da vida.

6.         A realizar um novo encontro no ano de 2013 e como indicativo de local escolhemos o estado do Paraná.

O encontro é simpatia, é compaixão, é sentir-se com-o-outro/a-outra. É a possibilidade de descobrir que o sentido da nossa existência é viver em comunhão.

Em comunhão com a Trindade Santa, animadas e animados pela fraternidade e comprometidas e comprometidos com a caminhada construída em Mutirão, nos despedimos na esperança de que o caminho se faz ao caminhar e que o nosso caminho está interligado por um compromisso maior: a defesa e a promoção da vida em todas as suas manifestações.


São Leopoldo, 28 de agosto de 2011.

 

REJU Sul no Mutirão Ecumênico: Análise da Teologia da Libertação na Colômbia

          Durante o Mutirão Ecumênico, evento promovido em São Leopoldo, no dias dias 26 à 28 de agosto de 2011, pelas Instituições: CLAI, CONIC e CNBB Sul III, a Rede Ecumênica da Juventude mediou a explanação sobre a Realidade da Telogia da Libertação na Colômbia.
        Quem protagonistou o momento foi o  jovem colômbiano José Joaquim Romero Basalo, atualmente intercambista da UNIVATES, de Lajeado, acadêmico de História.




Em breve relatos de Joaquim Romero Basalo.

REJU Sul

REJU no Mutirão Ecumênico realiza 2ª Conferência Nacional de Juventude




A JUVENTUDE ECUMÊNICA E A EFETIVAÇÃO DE DIREITOS
“E vossos jovens terão visões”
(Joel 2.28)

A Rede Ecumênica da Juventude (REJU) assumiu, na 4ª Jornada Ecumênica em 2010, em Itaici (SP), o compromisso de articular conferências livres de juventudes em comunidades de fé, movimentos e organizações sociais e organismos ecumênicos, buscando a participação das(os) jovens ecumênicas(os) na 2ª Conferência Nacional de Juventude que tem como tema: “Conquistar direitos, desenvolver o Brasil”. Como juventude, reconhecemos que somos espaço plural e que somos sujeitos de direitos e agentes estratégicos de desenvolvimento com potencial criativo e não somente uma faixa etária de transição (Texto-base da 2ª Conferência Nacional de Juventude, p.3). Com esta articulação, mostramos que as juventudes não podem ser vistas como um problema, mas como atores(atrizes) na mobilização, discussão e transformação de políticas públicas no Brasil e também do movimento ecumênico, numa caminhada de renovação e de protagonismo de base, organizadas(os) em diversos movimentos sociais, espaços eclesiais, redes e instituições não-governamentais.
Por esta razão, a REJU organizou no Mutirão Ecumênico: unidos em Cristo na defesa da criação, em São Leopoldo (RS), uma conferência livre de juventude. Nós buscamos olhar a realidade juvenil em seus anseios e possibilidades de mudança e transformação. Como síntese desta intervenção, apresentamos os principais desafios e propostas, a partir de discussão dos eixos de direitos presentes no texto-base da Conferência:

1. Direito ao Desenvolvimento Integral


Desafios: i) a formação alternativa para jovens, favorecendo o rompimento de uma educação utilitarista e negadora da diversidade juvenil; ii) o acesso ao primeiro emprego, com possibilidades de experiências de trabalho;
Propostas: i) pautar as discussões de PPJ’s na educação – por meio do diálogo aberto com as juventudes (mídias, movimentos sociais) - para a inserção de jovens, em especial de empobrecidas(os), à educação básica e superior, considerando a diversidade e as diferenças locais; ii) superar as deficiências e falhas educacionais, propiciando à(ao) acadêmica(o) a permanência frente aos desafios do trabalho, ao contexto familiar, construindo um pensamento crítico e aberto à pluralidade.

2. Direito ao Território

Desafios: i) a falta de acesso à terra pela juventude; ii) acesso à educação no espaço rural; e iii) a valorização e proteção dos povos tradicionais.
Propostas: i) criação de uma “bolsa jovem” que garanta à juventude a possibilidade de continuar no meio rural com acesso à educação e cultura; ii) o investimento em escolas na zona rural, que valorizem a juventude que trabalha com a agricultura e eduquem para o trabalho cooperativo, de agricultura familiar e agricultura orgânica; iii) o investimento, por parte do Governo Federal, em projetos de resgate e valorização da cultura dos povos tradicionais no local onde vivem, como projetos de capoeira e artesanato.

3. Direito à experimentação e qualidade de vida

Desafios: i) as exigências de eficácia do mercado de trabalho e do processo educacional, que excluem da juventude, muitas vezes, os momentos de experimentação do novo.
Propostas: i) incluir momentos específicos, na grade escolar do ensino médio, de discussão e apreciação de temas, como a saúde integral voltada para a juventude, e um maior tempo para o favorecimento da criatividade e lazer; ii) elaborar em conjunto com as(os) jovens, políticas públicas que favoreçam práticas recreativas e o lúdico.

4. Direito à diversidade e à vida segura
Desafios: i) a ausência de trabalho digno para a juventude, que pode levar à marginalização social; ii) o extermínio da juventude, especialmente negra e pobre, por parte da polícia organizada; iii) a participação de algumas(alguns) jovens como protagonistas da violência juvenil.
Propostas: i) a efetivação de PPJ’s que incentivem a(o) jovem a entrar no mercado de trabalho e também criticá-lo em seus limites; ii) qualificar a ação da(o) profissional de segurança pública; iii) ampliar os recursos públicos para a criação de programas que incentivem o protagonismo juvenil por meio da cultura, da educação e do lazer.

5. Direito à participação

Desafios: i) participação efetiva das(os) jovens na construção, execução e avaliação de políticas públicas de juventude; ii) a participação das singularidades juvenis na 2ª Conferência Nacional de Juventude.
Propostas: i) criação de mecanismos concretos de avaliação de PPJ’s, como abertura de canais de comunicação com organizações da sociedade civil, que viabilizem o monitoramento das políticas; ii) a mudança na metodologia das conferências nacionais, construindo maneiras de acesso de delegadas(os), que abarquem mais efetivamente as pluralidades juvenis, ao encontro nacional.

Com estes desafios e propostas, escritas em mutirão, reafirmamos: a busca pela justiça permanece como o pulsar da nossa fé e de nossa caminhada ecumênica, por isto nos articulamos rumo à 2ª Conferência Nacional da Juventude, com as vozes de jovens que desejam viver, simplesmente: viver!

Rede Ecumênica da Juventude (REJU)

São Leopoldo, 28 de agosto de 2011

REJU na formação ACT Alliance


Nos dias 17 à 19 de agosto de 2011 , no Instituto PXI em São Paulo, SP, integrantes da ACT Alliance/ FE Brasil, participaram da formação promovida pela Chisrtian AID que neste ano tratou da questão das Situações de Emergência: Catástrofes e Desastres .
              
     Foram pautadas e analisadas ações a partir dos testemunhos realizados dos vários continentes com parcerias da ACT Alliance. Os representantes do Brasil retomaram práticas necessárias mediante os trágicos acontecimentos, como os que envolveram São Lourenço do Sul – RS, e, a Região Serrana do Rio de Janeiro, no primeiro semestre deste ano.
               
A REJU consolidou alternativas de como atuar junto, e, com as juventudes; apontando formas de capacitação e mobilização das lideranças jovens locais, para atender a comunidade quando atingida. Um processo que ocorre e é previsto antes (prevenção), durante (preparação) e depois (organização) do fato ocorrido.

                Como representantes de juventudes nossas práticas necessitam atender a qualificação e a preparação para a promoção da vida com dignidade, tratando das situações de extrema necessidade, isto se torna imprescindível e necessário! 



Edoarda S. Scherer
Facilitadora REJU Sul

REJU no FE Brasil

 
     

Com motivação e entusiasmo, a Rede Ecumênica da Juventude realizou dos dias 15 à 17 de agosto de 2011 seu 5º encontro de facilitadores, paralelo ao encontro anual do Fórum Ecumênico do Brasil (FE Brasil), no Instituto Pio XI , em São Paulo, SP.



Acolhidos e bem amparados por lideranças e exemplos para todas as juventudes do País, pelas representações das  21 Instituições que compõe o Fórum, o encontro esteve envolto por várias demandas relacionadas à questão sócio ambiental e pela mobilização para o RIO+20, que ocorrerá em 2012. 
A REJU pautou suas ações presentes nas cinco regiões do Brasil, prevendo novas maneiras de articular os jovens, a pensar e atuar diante da temática da Justiça Ambiental, já presente nas análises locais.
    Grandes momentos, partilhados no FE Brasil envolveram a semana:

  • Lançamento do Livro: "O Espírito Sopra onde quer"

  • Homenagem ao FN: Daniel Evangelista;






 
  • Anúncio do novo Facilitador Nacional: Daniel Souza;


 tod@s integrantes da REJU é uma grande oportunidade poder compartilhar e sentir-se parte dos processos construídos do FE Brasil. Cremos e buscamos por um mundo melhor, e, o encontro anual sempre oferece a possibilidade de reforçarmos nosso vínculo aonde encontramos o apoio com agentes que ousam pela nobre causa: a UNIDADE. Que Sim, é possível. J


Edoarda S. Scherer
Facilitadora REJU Sul 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Livro escrito por Juventudes é lançado em encontro nacional

Foi oficialmente lançado na noite [...]de 16 de agosto, durante o encontro nacional de FE-Brasil o livro "O espírito sopra onde quer...". O livro reúne a contribuição de jovens de espiritualidade metodista, luterana, anglicana, batista ou cristã de maneira geral, ligados à REJU. Relendo textos polêmicos e profundos, como a conversa de Jesus com Nicodemos, as histórias de Rute, da mulher siro-fenícia e de Agar e o debate entre a Samaritana e Jesus, o livro mostra a possibilidade da convivência ecumênica. O material é importante subsídio na Campanha contra a intolerância religiosa.
Thaiana Assis, jovem metodista e uma das autoras do livro, falou de seu aprendizado no processo de elaboração do texto. Thaiana escreveu sobre o diálogo entre a Samaritana e Jesus: "o estudo do texto bíblico e a elaboração do texto foi um processo coletivo, do qual todas as pessoas que estavam ao meu redor foram envolvidas. Foi diálogo de verdade."
Edmilson Schinelo, representante do CEBI, lembrou que a produção do livro foi uma dupla contribuição ao Centro de Estudos Bíblicos: "O CEBI tem dois limites em sua atuação em diversas partes do país: nem sempre consegue uma atuação efetivamente ecumênica e tem pouco material feito pela juventude. O livro é um contributo nos dois sentidos".


O livro pode ser adquirido tanto junto ao CEBI (vendas@cebi.org.br), quanto junto à REJU.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

REJU TEM NOVO FACILITADOR NACIONAL

É o jovem Daniel Souza, da REJU SP! Daniel é baiano, tem 24 anos, residente em São Bernardo do Campo (SP), de confissão anglicana, Bacharel em Teologia, mestrando em Ciências da Religião e graduando em filosofia pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).
Participa da REJU desde a 1ª Jornada Ecumênica da Juventude do Sudeste, realizada em 2007, no Rio de Janeiro, RJ. Desde então, tem sido o Facilitador Regional da REJU SP, exercendo uma liderança democrática e reconhecida pela promoção do diálogo e celebrações ecumênicas, com diferentes juventudes de instituições religiosas, organizações e movimentos ecumênicos que lutam pelos direitos juvenis e contra todas as intolerâncias, além da religiosa.
Sua posse foi no dia 16 de agosto, durante o Fórum de ACT FE Brasil, realizado em São Paulo, SP, em que substituiu Daniel Evangelista, Facilitador Nacional desde 2007. 
A escolha de seu nome é fruto do diálogo entre os(as) Facilitadores(as) Regionais, Nacional e o FE Brasil, que reconheceram em Daniel Souza, o exercício do protagonismo juvenil e uma liderança capaz de conduzir a Rede Ecumênica da Juventude na Luta pelos Direitos Juvenis, em todas as regiões do Brasil.

Informação: Daniel Evangelista


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CARTA DA REJU AOS JOVENS NORUEGUESES: SYMPATHY FOR THE YOUTH OF NORWAY/SOLIDARIEDADE AOS JOVENS DA NORUEGA


The Rede Ecumênica da Juventude Brasileira pelos Direitos Juvenis - REJU (Brazilian ecumenical youth network for youth rights) is sympathetic with the pain and suffer of the youth from Norway caused by those insane attacks related to Anders Behring Breivik.
 As an ecumenical network it is not our job to judge the original reason that motivated the loss of so many human lives that can no longer contribute to a better world. On the other hand, it is up to us to repel the existence of conspiracy theories and activities against human lives, which overpower the diversity and the dialog among all the human beings. This also goes against the principle that we all, with no exceptions, share the same home.
 In the XXI century the knowledge rests outcropped and disseminated around the world and it is well known that the extermination of the youth, the violence and the aggression is not hidden in that knowledge. It also does not show faith in life and in the will of a new better world.
What is left for us to do is to claim to the Constituted Authorities so that they do not forget the law and the protection of the lives of all people. To pray for the avowed enemy, as Jesus Christ, in his lasts moments of life in Earth: - Father, forgive them for they know not what they are doing! (LC 23,44)
SOLIDARIEDADE AOS JOVENS DA NORUEGA
A Rede Ecumênica da Juventude Brasileira pelos Direitos Juvenis - REJU solidariza-se com a dor e o sofrimento da juventude norueguesa, por ocasião dos atentados insanos atribuídos à Anders Behring Breivik.
Como juventude ecumênica não nos cabe julgar a fundamentação original motivadora que produziu a perda de tantas vidas humanas, que não poderão mais contribuir para um mundo melhor e possível. Cabe-nos, entretanto, repudiar a existência de teorias de conspiração e atividades contra a vida humana, que subjugam a diversidade e o diálogo comum entre todos os seres humanos, contrariando o princípio de que, todos, sem exceção, partilhamos da mesma casa.
Em pleno século XXI, onde o conhecimento resta aflorado e disseminado a todo o planeta, tem-se a certeza de que o extermínio da juventude, a violência e a agressão ao semelhante, não espelham qualquer tipo de sabedoria ou de conhecimento humano; muito menos, fé, na vida, e no desejo de "um outro mundo possível", reconhecendo em sua diversidade.
Resta-nos clamar às Autoridades Constituídas para que não cessem de buscar a aplicação da lei em favor e proteção da vida a todos os povos, sem qualquer tipo de discriminação; a orar pelo inimigo declarado, como Jesus Cristo, em seu último momento de vida terrena: - Pai, perdoa-os, porque não sabem o que estão fazendo! (Lc 23,44)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

09/08/2011: Jovem apresenta trabalho de organização na região


09/08/2011 - Jovem apresenta trabalho de organização na região


Na noite de segunda-feira, ocupou a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores a estudante Edoarda Sopelsa Scherer.
A convite do vereador José Itamar Alves (PTB), ela apresentou dois projetos de organização da juventude em que participa: a Rede Ecumênica da Juventude (Reju), em nível nacional e a Pastoral Universitária Ecumênica (Pasune), que tem atividades no Vale do Taquari.
A jovem, que pertence a comunidade católica de Estrela disse ter apoio dos centros acadêmicos como La Salle e Univates para organizar os jovens da região e discutir assuntos relevantes para seu crescimento e protagonismo na sociedade, inclusive na área política.
Para o vereador Alves, é de suma importância esses projetos.
“Há um descrédito entre os jovens em especial em relação a política. No entanto, eles precisam assumir essa responsabilidade e fazer sua parte na construção de algo melhor”, enfatizou.
Já o vereador Marco Aurélio Wermann sugeriu a criação de um seminário municipal para discussão de assuntos relacionados à juventude.
“O município também precisa saber o que pensam os seus jovens, quais os seus anseios e expectativas de políticas públicas”, refletiu.
Edoarda afirma que, embora a Pasune tenha um cunho regional, é possível criar um movimento de discussão no município e colocou-se à disposição.

Edoarda Scherer apresenta Pasune e Reju na Tribuna.
Foto: João André Mallmann 

Mobilização Indígena do RS em Prol da Saúde dos Povos





Bloqueio da BR 386 - Foto: O Informativo
Documento das lideranças Kaingang

Os caciques e comunidades indígenas Kaingang do Estado do Rio Grande do Sul estão fazendo esta mobilização para sensibilizar as autoridades e a sociedade civil sobre a exclusão dos indígenas por parte da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/Ministério da Saúde).
Os caciques e lideranças Kaingang das seguintes aldeias estiveram reunidos na Terra Indígena Serrinha nos dia 04 e 05 de agosto:
- TI Serrinha, TI Nonoai, TI Monte Caseiros, TI Irai, TI Inhacorá, TI Ligeiro, TI Votouro, TI Kandoia, TI Campo do Meio, TI Mato Castelhano, TI Rio da Várzea, TI Água Santa, TI Rio dos Índios, TI Guarita, TI Ventarra, TI Morro do Osso, TI Lajeado, TI Lomba do Pinheiro, TI Cacique Doble, TI Estrela, TI Farroupilha, TI São Leopoldo, TI Xingu, TI Lajeado do Bugre.
Nesta reunião criaram uma comissão denominada Pró – DSEI que está coordenando a discussão, avaliação e acompanhamento do processo de criação e implantação do DSEI – Rio Grande do Sul.
No dia 08 de agosto foram bloqueados 8 pontos nas estradas do RS, ou seja:
1- BR 386 em Estrela (participam as aldeia Kaingang de Lajeado, Estrela, Morro do Osso e Lomba do Pinheiro/Porto Alegre, São Leopoldo e Farroupilha);
2- TI Iraí;
3- TI Serrinha;
4- TI Nonoai;
5- TI Ventara;
6- TI Cacique Doublé;
7- TI Votouro
8- TI Guarita
O movimento seguiu à noite e continua no dia de hoje (09/08).
As rodovias continuam fechadas até que o Secretário da SESAI (Ministério da Saúde), Antônio Alves de Souza, venha para uma reunião no RS.
Em Anexo segue divulgação de e-mail tramitando nas redes
Povo Kaingang bloqueia sete rodovias no RS por melhorias na saúde indígena
Sete estradas estaduais e federais no Rio Grande do Sul (RS) estão bloqueadas desde a manhã desta segunda-feira (8) pelo povo Kaingang. Os indígenas bloquearam as estradas que cortam seus territórios tradicionais para reivindicar melhores condições na área da saúde – luta travada há cerca de dez anos – e a criação de um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) específico para o Estado.
Os indígenas afirmam que as estradas continuarão fechadas até que o coordenador geral de saúde indígena do Ministério da Saúde, Antônio Alves, vá ao encontro dos índios para reunião que defina como o Governo Federal irá atender a pauta do movimento. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) acompanham os bloqueios e não há notícias de conflitos, de acordo com as lideranças indígenas.
No Rio Grande do Sul vivem aproximadamente 40 mil indígenas atendidos por um único DSEI que toma conta das regiões Sul e Sudeste do país. “A estrutura não suporta a demanda. Nós aqui no Sul somos muito mal atendidos”, frisa o cacique Miro Kaingang, da Aldeia Morro do Osso, localizada em Porto Alegre. Os povos indígenas do RS defendem por isso a criação de um distrito para aproximar as necessidades das comunidades ao aparato do Estado.
São em torno de 25 mil Kaingang mobilizados nas aldeias de Irai (quase divisa com Santa Catarina), Nonoai, Serrinha, Ventara, Inhacorá, Guarita, Votouro, Mato Castelhano, Ligeiro e Estrela. Da mobilização participam também os Kaingang do distrito de Lomba do Pinheiro, comunidade da capital do RS. Há alguns meses, os indígenas organizaram uma comissão para tratar do assunto com Antônio Alves, mas não foram ouvidos.
“Por isso decidimos pela ação. Só vamos parar o bloqueio quando formos atendidos pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde, em transição para a Secretaria Especial de Saúde Indígena – Sesai). A situação da saúde indígena aqui no RS não pode continuar do jeito que está”, ressalta cacique Miro.
Fonte: Maria Ione Pilger COMIN – Conselho de Missão Entre Índios

Jovens Lançam Carta em Congresso Missionário


 

Durante os dias 28 a 30 de julho, os jovens de várias religiões e grupos, entre eles, a REJU SUL, reuniram-se no Congresso Missionário da Juventude , onde puderam
 aprofundar em estudos e discussões, acerca dos trabalhos com missão jovem e a Campanha contra Violência.
Ao final do congresso, foi publicada a Carta Aberta às Juventudes
Carta Aberta às Juventudes 
Nós, Pastoral da Juventude da Diocese de Santa Cruz do Sul, desejamos formar jovens protagonistas, eclesial e socialmente, para a transformação das realidades de desigualdade e injustiça. Acreditamos que a Igreja só será jovem quando o jovem for Igreja, comprometida com o Reino e com uma nova sociedade. 
É da indignação frente a essas realidades que surge o ardor missionário e o desejo de transformação. Por isso:

Nos  indignamos com a violência e extermínio das juventudes, que impossibilita a vida plena e digna de tantos e tantas jovens. 

Nos indignamos com as opressões sofridas e exercidas nas relações interpessoais, em  especial nas de raça e gênero. 

Nos indignamos com o não reconhecimento dos jovens como sujeitos sociais, capazes de optar e exercer sua cidadania, de forma plena e autônoma. 

Sonhamos com a juventude produtora de uma nova cultura e uma nova arte, se apropriando de espaços, como a Casa Jesus Maria José, que acolheu esse importante momento, para que sejam sinais de nossa ousadia e protagonismo.  

Sonhamos com a Civilização do Amor, lugar de acolhida e cuidado, respeito à vida e valorização de cada ser humano como portador de uma irrenunciável identidade moral. 

Sonhamos com uma sociedade de relações igualitárias e respeito as diversidades. Onde todos/as assumam uma opção afetiva e efetiva pelos/as empobrecidos/as e pelos/as jovens, à luz das reflexões da Igreja Latino Americana, de Medellín a Aparecida.

Como juventude que se indigna e sonha, que denuncia e anuncia, encerramos o 1º Congresso Missionário de Juventude da Diocese de Santa Cruz do Sul com a teimosa esperança-ativa, que desinstala e impulsiona para a missão. Motivados pela certeza de que a cruz, assim como nossas indignações e sonhos, é caminho de liberdade, pão e paz para todos e todas. 





Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens 
Comitê Estadual - Rio Grande do Sul
Blog Estadual:
www.juventudecontraviolencia.blogspot.com
Site Nacional: www.juventudeemmarcha.org